O Clube Naval do Rio de Janeiro recebeu nesta terça-feira (16.02) pela manhã a primeira reunião do Conselho Nacional do Esporte (CNE) de 2016. Presidido pelo ministro do Esporte, o encontro teve como principal notícia a formalização da resolução de reconhecimento da capoeira e outras artes marciais como atividade esportiva.

A decisão deixou o presidente do Conselho Federal de Educação Física, Jorge Steinhilber, bastante satisfeito: “A capoeira é esporte, tem competições, são atividades importantes para o condicionamento físico.

Crianças, adultos e idosos praticam a mesma para diminuir a obesidade e, principalmente, são atividades que têm federações e confederação. Já tinha aprovação do Conselho, mas ainda não havia a publicação do Ministério do Esporte de uma resolução a esse respeito. Hoje a formalização se deu, até porque nos próprios Jogos Escolares existem a modalidade capoeira”.

 

O ministro George Hilton exaltou a decisão e lembrou do programa Luta pela Cidadania, lançado em 21 de dezembro de 2015. “Foi importante porque definimos algumas reivindicações antigas da capoeira e das artes marciais, que pleiteavam junto ao Conselho para que fossem consideradas práticas esportivas. A decisão vai ao encontro do programa que lançamos”.

Consultor jurídico do Ministério do Esporte, Pitágoras Dytz, falou sobre o impacto da resolução. “O Conselho definiu que deve ser publicada uma resolução com a capoeira e as artes marciais como modalidades esportivas. Não só como lazer. As implicações práticas disso são que o Conselho se posiciona que há uma formalização estatal, que elas não são apenas arte, mas esporte. A partir dessa resolução, o Ministério pode repassar recursos para confederações desses esportes, a atletas desses esportes, assim como acontece com o judô, por exemplo”.  Saber mais...